Nossa, como o tempo passou! Parece que foi ontem que o Brasil parou para acompanhar Jade e Lucas em 'O Clone', mas já se passaram 25 anos desde a estreia da novela de Gloria Perez.
Nesta quinta-feira, 1º de outubro, a trama completa um quarto de século e continua viva na memória do público, mas não somente por suas reprises no Globo e no Globoplay, mas também pelas histórias de amor, pelas discussões sobre clonagem, pela cultura árabe e pelos personagens que entraram para a história da televisão brasileira.
Uma das novelas de maior sucesso de Gloria Perez também poderia ter sido bem diferente. Antes de Giovanna Antonelli e Murilo Benício formarem o casal que conquistou o público, vários nomes foram considerados para os papéis principais. E até mesmo algumas decisões de bastidores poderiam ter mudado completamente o rumo da história.
Murilo Benício vinha de trabalhos de sucesso, como Léo, de 'Por Amor', e aceitou um desafio enorme em'O Clone': interpretar três personagens, Lucas, Diogo e Léo.
Com o triplo desafio, naturalmente surgiram comentários de que o ator estaria recebendo três vezes mais pelo trabalho. Mas a história não era bem assim.
O próprio Murilo brincou com a situação ao comentar os rumores: "Imagina: ‘Só faço se me derem o dobro’. ‘Tá bom, cadê aquele que falou que ia fazer de graça?! Chama ele’”, ironizou o ator.
Outra situação inesperada aconteceu com Luciano Szafir. O ator entrou no meio da novela para interpretar Zein, novo marido de Jade, e acabou conquistando uma parcela enorme do público.
Tanto que uma enquete realizada no Domingão do Faustão perguntou com quem Jade deveria ficar. Para surpresa de muita gente, mais de 50% dos telespectadores escolheram Zein, deixando para trás Lucas e Léo, personagens de Murilo Benício.
Szafir explicou por que acreditava que o personagem tinha conquistado tanta gente:
“Era um cara cavalheiro, declamava poesias, entendia o lado da Jade e a ajudava mesmo estando apaixonado. Eu dançava, e tinha aquele fetiche, as roupas eram maravilhosas.”
O resultado da enquete, porém, acabou provocando tensão nos bastidores. “O personagem conquistou o público, e claro que isso causou atritos na novela. Tiveram que cortar muita coisa”, comentou Szafir, que ressaltou os problemas por trás das câmeras:
“Ficou um clima ruim. Não era esperado que isso acontecesse com o personagem. Todo mundo tinha que torcer pro Murilo com a Giovanna.”
Hoje parece impossível imaginar Jade sem Giovanna Antonelli ou Lucas sem Murilo Benício. Mas a escalação poderia ter sido completamente diferente.
Diversos nomes passaram pela Globo antes de a emissora chegar à dupla que protagonizou a história. Letícia Spiller, Ana Paula Arósio e Claudia Abreu foram cotadas para viver a protagonista.
Fábio Assunção chegou a ser considerado para os personagens centrais, enquanto Eduardo Moscovis recusou o papel de Said, que acabou ficando com Dalton Vigh, por estar cansado naquele momento.
José Mayer também quase interpretou Tio Ali, papel que ficou com Stênio Garcia.
Existe ainda uma curiosidade envolvendo Lima Duarte. O ator recusou um papel na novela por causa do atentado de 11 de setembro de 2001.
“Tive medo de os terroristas me pegarem. Os diretores tentaram me tranquilizar, porque era uma novela romântica. Foi bobagem minha”, contou ao jornal Extra em 2022.
Apesar de terem que interpretar momentos dramáticos e carregados de emoção, Murilo Benício e Giovanna Antonelli tinham dificuldade para manter a seriedade em algumas cenas e acabavam caindo na gargalhada.
O problema chegou a um ponto em que os dois precisavam encontrar estratégias para não rir quando estavam frente a frente. “A gente não conseguia mais olhar um pra cara do outro”, relatou Murilo em entrevista recente ao Podpah.
A solução foi inusitada: “A gente colocava um esparadrapo, e ela olhava para lá como se fosse eu", disse o ator.